Pseudologia Fantástica

chuva

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Thursday
May 1,2008

As janelas estavam fechadas e pelas frestas ela via o movimento dos pingos de chuva que teimavam em cair. Com o rosto ainda molhado pensou em correr até o infinito e nunca mais voltar. E na vitrola ouviu Dylan cantar Strike another match, go start anew and it’s all over now, baby blue. É, ela sabia disso.

de igual para igual

Monday
Apr 21,2008

Já fomos o sexo frágil. Nascíamos para casar e estudávamos para saber como se portar. A mulher, dona do incondicional amor materno e da inabalável imagem de inferior, hoje mostra que é tão forte e capaz quanto qualquer homem. Quando se fala em ‘dominação’ vejo-me preocupada. O mundo outrora fora dominado pelo homem, e o sexo feminino também. O machismo, por séculos, lançou-se como a carta mestre do baralho e só agora, em pleno século XXI a tão almejada ‘igualdade entre os sexos’ começa a se concretizar. No futuro não vejo mulheres dominando o mundo, sou contra o sexismo, e acho que o feminismo nunca foi como o machismo. Na verdade, a mulher sempre lutou para ser igual e não superior. Em um futuro não muito remoto, vejo nós, mulheres, lutando de igual para igual com os homens seja em uma discussões sobre esportes, ou no mercado de trabalho.

sete anos.

Saturday
Apr 12,2008
Sempre quis fazer um blog sobre moda, mas sempre faltou tempo e sobrou preguiça. Tá certo que o tempo não fico maior, mas resolvi tomar vergonha na cara e parar de preguiça. Com isso surgiu o Compondo Moda, blog sobre moda escrito por mim :) Ele ainda é novinho e tem muito o que amadurecer, mas com o tempo as coisas se acertam! Entrem, leiam e comentem!

Emmy The Great - Aiko

Esse blog vai fazer sete anos. Durante todo esse tempo ele teve vários rostos, uma série de nomes e endereços diferentes, mas em sua essência ele sempre foi parte de mim. Quem aqui vem e dedica ao menos uns minutos de sua vida corrida para ler essas linhas que muitas vezes não fazem sentido algum, percebe que a cada post uma personalidade é moldada e amadurecida.
Como todo começo, tudo tem um fim. Não, isso ainda não é uma despedida, mas sim, é o término de algo que começou quando eu tinha apenas 15 anos e acreditava saber tudo sobre o mundo. Cada texto que escrevo é o final de uma agonia. Por vezes sofro e desse sofrimento nasce a vontade de escrever, e escrevo sofridamente porque cada letra é uma parte da minha alma.
Em sete anos muito coisa mudou. Aquela menina que admirava tudo com medo de forma acanhada - e ás vezes até mesmo agressiva -, passou a acreditar mais na raça humana e em si mesma. Tudo culpa da tal esperança que tanto falam. Se não fosse por tal sentimento estrondoso que move grande parte de nossas vidas, hoje essa que vos escreve não estaria aqui, porque nada mais é tão fácil como costumava ser. Com o tempo veio a idade e com a idade as responsabilidades, e de repente a preocupação com os bloqueios criativos e a falta de textos se tornou tão fugaz.
Hoje, sete anos de depois, ainda olho para o mundo com medo e de forma acanhada, mas agora o que me assombra é o medo do futuro. Aos 15 anos estava a três anos de terminar o colégio, agora com quase 22 estou terminando uma faculdade e serei, mais do que nunca, responsável pelo meu próprio nariz. O tempo parece nunca ser o suficiente.
De forma mais madura olho para o passado e vejo que muita coisa passou, muito mudou, mas em toda minha essência ainda sou a mesma. Essa não é uma despedida, é só o término de uma de minhas partes. Ainda não vou embora, porque esse blog é tão meu, quanto eu sou dele, mas se não o faço é porque desde muito antes dos 15 anos eu já era uma sonhadora, e hoje ainda o sou. Afinal, o que pode ser feito se os meus sonhos nasceram para serem amadurecidos em forma de textos?

questão de personalidade.

Sunday
Apr 6,2008

Por favor, votem na minha história. É bem simples, só precisa colocar o nome e o e-mail. O texto mais votado ganha uma viagem para NY! Eu ficarei muito feliz e eternamente agradecida pelos votos. Quem já votou pode (e deve) votar de novo :)

O mundo gritava amarelo, e ela rosa. A textura era xadrez, mas para ela o mundo era estampado em bolinhas. O sapato era de plataforma, e ela só pisava de rasteirinha. E no final das contas, por ser assim tão diferente, tornou-se tendência. Estava na moda por ser chique, e era chique porque da moda só usava o que tinha a ver com sua personalidade com muita inteligência e bom gosto. Todas queriam ser como ela, e ela só queria ser ela mesma.

heart.

  • Categorizado como: Devaneios
Saturday
Mar 29,2008

Por favor, votem na minha história. É bem simples, só precisa colocar o nome e o e-mail. O texto mais votado ganha uma viagem para NY! Eu ficarei muito feliz e eternamente agradecida pelos votos. Quem já votou pode (e deve) votar de novo :)

Anyone Else But You - Moldy Peaches

Há um sorriso resultante de uma visão. O ‘ver’ disparada o coração. Agora bate a mil, mil e um compassos por segundo. E há um rosto corado de timidez e nenhuma palavra a ser dita. A vontade de correr tão rápido quanto o músculo que pulsa no peito é inevitável, mas querer estar junto vence qualquer entendimento. Os atos parecem estranhamente desconexo e constrangedores. É como sentir-se adolescente novamente, quando nada mais faz racionalmente sentido. Mas há esperança! Alimento para a mente e a alma da pobre mortal apaixonada, que agora com pensamentos avoados, sonha acordada, suspira sem querer e vê beleza até no cereal do café da manhã.