Saturday, 27-02-2010 às 00:11 @ 13 Comentários @ Por Joana Devaneios @ 333 palavras

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Porque hoje a manhã foi de sol e não de chuva e por mais que seja verão e a meterologia busque explicar, tento não entender. O mar é azul e aquela árvore por mais florida que seja, no final das contas é verde. No inverno usaremos brilhos, tachas e leggings – uma atitude muito rock ‘n’ roll. Aliás, o rock ‘n’ roll, por sua vez, dizem estar morto há uns 30 anos. “Dizem” os estudos, teorias, todos os santos… A verdade é que o fato por mais fato que seja no final é sempre uma dúvida. Amar é ruim porque dói. Se amor fosse simples seria chato. Paixão sem briga cai na mesmice e no final das contas ruins somos nós que tentamos prender aqueles que amamos. Comer engorda, não comer mata. Solução? Dá-lhe remédios, suplementos, creminho para cá, lá e além. A medicina está avançado, estamos salvos. Morte para quê? Questionando somos curiosos, encontrando respostas somos estúpidos, mundando o mundo somos utópicos. Viver para quê? Se tudo é um “porém”, se mesmo felizes choramos querendo mais. Posso tudo porque nada quero. Quero tudo porque querer de menos mata esperanças. Esperanças para quê? Para ganhar tempo e tentar compreender o que ninguém entende: O que há além? O que há aqui? Pedaços de corações remendados em silver tap e fita crepe perambulando pelas ruas do mundo solitários, cada um a sua maneira, com crenças loucas, loucuras loucas, desejos insanos, perversos, pervertidos. Cada um tão particular que se tornar incompreensível. O que ninguém entende é que não há o que ser entendido: Sinta! Estou viva porque sinto, às vezes até demais.

(imagem por We heart It)